O candidato do PT ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass, participou nesta terça-feira (15) de uma sabatina promovida pela CBN em parceria com os jornais O Globo e Valor Econômico. Durante a entrevista, ele falou sobre a crise do BRB, apresentou propostas para o transporte público e abordou medidas para saúde, segurança e habitação no Distrito Federal.
Ao comentar a situação do Banco de Brasília, Grass descartou a possibilidade de privatização da instituição como alternativa para enfrentar os problemas financeiros. O candidato defendeu a permanência do BRB como banco público e afirmou que pretende buscar uma solução por meio de negociações com o Ministério da Fazenda, o Banco Central e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Segundo Grass, entre as possibilidades a serem discutidas estão um eventual aporte federal ou uma operação que permita garantir a continuidade das atividades do banco. Ele também citou a preservação dos empregos como um dos pontos que devem ser considerados nas negociações envolvendo a instituição financeira.
Na área de mobilidade urbana, o candidato reafirmou a proposta de implementar a tarifa zero no transporte coletivo do Distrito Federal até o fim de um eventual mandato. A medida seria adotada gradualmente e, de acordo com Grass, dependeria da revisão das renúncias fiscais, dos contratos com as empresas de ônibus e do atual modelo de remuneração.
Grass afirmou ainda que pretende reorganizar linhas e horários do transporte público para adequar o sistema à demanda dos passageiros. A proposta também prevê mudanças na forma de remuneração das empresas e maior controle sobre informações relacionadas ao número de usuários e à operação do serviço.
Na saúde, o candidato afirmou que pretende priorizar a redução das filas para consultas, exames e cirurgias. Para a segurança, citou a integração entre as forças policiais, investimentos em tecnologia e inteligência e o uso de câmeras corporais.
Na área de habitação, Grass defendeu ampliar a participação do Distrito Federal no Minha Casa Minha Vida, criar mecanismos de aluguel social e estimular a utilização de imóveis e áreas atualmente subutilizados.








