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YouTube muda regras de publicidade

eldogomes.com.br
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O órgão regulador comercial dos Estados Unidos, a FTC, anunciou um acordo abrangente com o YouTube nessa quarta-feira, 5, sobre a investigação de privacidade de crianças on-line, envolvendo uma multa de US$ 170 milhões. O episódio não só está determinando mudanças globais no serviço do Google, como também deve ter amplo impacto em plataformas de modo geral e anunciantes no setor.

O acordo exige mudanças no YouTube e algumas já começaram logo após o anúncio. A plataforma de vídeos do Google não usará mais dados para segmentar anúncios em vídeos direcionados a crianças, mesmo que os espectadores sejam adultos. Além disso, influenciadores do YouTube serão examinados para garantir que cumpram as regras de privacidade internacionais.

“O YouTube não pode enterrar a cabeça na areia”, disse Andrew Smith, diretor da unidade de proteção ao consumidor da FTC, durante uma conferência de imprensa após o anúncio. Embora a plataforma afirmasse não saber quais tinham direcionamento infantil, a FTC diz que vinha estabelecendo acordos com marcas como Mattel para que fossem um destino principal para crianças. De acordo com a lei americana de proteção à privacidade on-line de crianças, a Coppa, é ilegal coletar dados de menores de 13 anos sem consentimento dos pais. Essas restrições tornam inadequado o uso de táticas de segmentação de anúncios comuns no ambiente digital.

O Google está sob escrutínio da FTC desde o ano passado, quando grupos de consumidores começaram a registrar reclamações sobre o YouTube. O site de vídeo, com 2 bilhões de usuários mensais no mundo, possui milhões de canais de criadores individuais e empresas de mídia, e o conteúdo infantil é um dos mais populares. Veja a seguir algumas das principais consequências do acordo com a FTC:

Análise da multa
Dos US$ 170 milhões, US$ 136 milhões vão para o governo federal e o restante para o estado de Nova York, que entrou na denúncia. O valor “foi baseado em receita”, segundo Smith, semelhante à forma como a FTC apresentou sua multa de US$ 5,7 milhões contra a Musical.ly, que mais tarde foi comprada pela TikTok e incorporada a esse aplicativo. O caso envolvia alegações de que a plataforma de vídeo armazenava dados de usuários com menos de 13 anos e não respeitava as solicitações dos pais para excluí-los. “Havia uma receita considerável e isso se reflete nessa penalidade considerável”, disse Smith.

Do Meio e Mensagem

Por 📸@EldoGomes | Jornalista e YouTuber.