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O que você precisa saber sobre privatização da CEB, da Caesb e do Metrô

A contratação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) pelo Governo do Distrito Federal para que a instituição defina o modelo de privatização das estatais locais foi o primeiro passo para a mudança no papel do Estado local. Após a Companhia Energética de Brasília (CEB), está no horizonte do programa de privatizações a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e o Metrô.

O banco está encarregado de elaborar estudos sobre as privatizações destas empresas e até mesmo a transferência para a iniciativa privada a operação da estação Rodoviária do Plano Piloto.

Entusiasta dos programas de privatizações, ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e dirigente do próprio BNDES nos processos de desestatização desde a década de 1990, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ruy Coutinho, lembra que a decisão política do governador Ibaneis Rocha de privatizar estatais vai servir de modelo, de vitrine, para as privatizações de estatais federais e nos demais estados da Federação.

“A privatização das nossas companhias vai, principalmente, garantir a melhoria dos serviços prestados à população”, disse Coutinho.

Como se dará o programa de privatização no Distrito Federal?

Assinamos contratos importantes, como o acordo de cooperação técnica para que o BNDES dê apoio e assessoria a todas as empresas envolvidas nas privatizações, como a CEB, Caesb, Metrô, Rodoviária do Plano Piloto e até mesmo na construção do gasoduto de São Paulo a Brasília.

Qual será o papel do BNDES neste processo?

Caberá ao banco fazer o trabalho de estruturação de venda das empresas. É um trabalho complexo porque é necessário coordenar e integrar a elaboração de estudos técnicos de diferentes especialidades, além de conjugar a atratividade do projeto ao setor privado. O BNDES possui uma notória especialização no assunto porque foi o “capitão” do processo de privatização do governo federal nos últimos 30 anos.

Qual a expectativa do governo quanto a arrecadação de receita com a venda da CEB?

O principal trabalho do BNDES será a modelagem de venda da companhia e a precificação. Existe um valor comentado pelo mercado, de R$ 2 bilhões, mas não podemos afirmar que seja esse o valor a ser arrecadado no leilão. Tudo depende do estudo do BNDES. Já tivemos surpresas muito grandes, inclusive no setor elétrico, em que o leilão representou duas vezes o preço mínimo estabelecido nos trabalhos de consultoria. Eu prefiro esperar a posição do BNDES para que tenhamos uma estimativa básica para o preço mínimo de valor da empresa e durante o leilão ver até onde ele chega.

Por 📸@EldoGomes | Jornalista e YouTuber.