Cerca de 4,5 mil trabalhadores do setor de turismo do Distrito Federal serão beneficiados por uma nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que estabelece reajuste salarial de 5,8%, atualização do piso da categoria e ampliação de benefícios. O acordo foi firmado entre o Sindicato das Empresas de Turismo no Distrito Federal (Sindetur-DF) e o Sindicato dos Empregados em Empresas de Turismo e Viagens, Intérpretes de Brasília do Distrito Federal (Semdetur-DF), com participação do presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, no encontro de formalização.
Com vigência retroativa a 1º de abril de 2026 e validade até 31 de março de 2028, a convenção estabelece o piso salarial de R$ 1.737,68 para a categoria. Os trabalhadores que recebem acima desse valor terão reajuste de 5,8%. O acordo alcança aproximadamente 1,5 mil empresas do segmento e define regras para remuneração e benefícios durante o período de vigência.
Entre os principais avanços está o vale-alimentação de, no mínimo, R$ 44 por dia trabalhado. Para os empregados sindicalizados, o benefício também será assegurado durante as férias, os afastamentos mediante atestado médico e as licenças-maternidade, paternidade e por luto, conforme as condições previstas na convenção coletiva.
O documento estabelece ainda pisos salariais específicos para motoristas. Os profissionais com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B terão piso de R$ 1.987,80, enquanto aqueles habilitados na categoria D receberão, no mínimo, R$ 2.835,50. Em viagens a trabalho, os motoristas também terão direito a uma diária de R$ 250 pelos dias em que permanecerem fora do domicílio.
As regras para o vale-transporte também foram mantidas. O benefício será concedido mediante solicitação do empregado, com desconto limitado a 6% do salário-base, conforme a legislação. Para trabalhadores sindicalizados que não tenham faltas injustificadas, a convenção prevê a isenção desse desconto como prêmio por assiduidade.
O presidente do Sindetur-DF, Lamarck Freire Rolim, afirmou que as negociações buscaram equilibrar as necessidades dos trabalhadores e a capacidade financeira das empresas. “Fizemos e produzimos uma convenção coletiva que seja viável, que atenda o melhor possível as duas partes, tanto as empresas quanto os funcionários”, declarou.
Já o presidente do Semdetur-DF, José Pereira, destacou a importância do percentual negociado para a recuperação do poder de compra dos trabalhadores. “Depois de muita negociação alcançamos um percentual que, para nós, foi muito bom no sentido de recuperação salarial, daquilo que a inflação corroeu nesse período de 12 meses”, afirmou.





